LOVE – S01E04 – Love in the hill

Ilusão vs. Realidade.

Agora sim LOVE finalmente faz jus a expectativa que eu tinha a série, entregando um ótimo episódio onde o tema gira em torno das histórias que contamos a nós mesmo sobre nosso passado. Batendo um papo cabeça um pouco, algum filósofo uma vez falou algo como “existem dois tipos de passado: aquele que realmente aconteceu e aquele que levamos em nossa cabeça.” (eu ate procurei mas não lembro onde li isso). Essa frase faz todo sentido para Mickey nesse momento, que obviamente passou por cima das suas antigas decisões sem dar muita importância e agora encara as consequências de amores mal resolvidos – e de certa forma assombram a protagonista e guiam suas decisões.

Quando Mickey convida Gus para uma festa na casa de um amigo, o nerd nem pensa duas vezes e já sai correndo para encontrar a futura amada. O jeito bonzinho de Gus finalmente mostra seu lado positivo, e vendo ele chegar cedo na festa e muito divertido – e aquilo que poderia ser constrangedor de assistir acaba sendo leve e rende boas histórias. Aqui podemos nos identificar com Gus que, na espera de Mickey na festa, resolve se soltar e fazer novos amigos – e inimigos também. É engraçado ver as situações que ele se coloca, tatuando canceres, flertando com garotas, ajudando a limpar o pátio. O personagem finalmente cresce e consegue render bons momentos de comédia.

Mas mesmo assim, Mickey é quem brilha no episódio. Se antes podemos ver que ela sempre se esconde e aparenta ter tudo sob controle, ouvir a realidade sobre o término do namoro com Dustin e as consequências para ele deixou a protagonista frágil. A menina cool que vivia de boas doses de segurança e autocontrole agora nos mostra que sofre e que precisa de um recomeço. Tanto que ela chuta o balde e decide encher a cara – mesmo sabendo que seria a motorista da rodada e que precisava manter a sobriedade naquela noite.

Essa inversão de papel em relação ao segundo episódio – Gus agora seguro e confortável, enquanto Mickey esta frágil e descontrolada – e muito interessante e forma uma trama muito boa, mesmo que as poucas cenas deles junto não demonstrem isso. Achei muito legal ver a química entre os dois se espalhar pelos outros personagens e nos fazer torcer pelo casal mesmo que indiretamente. Gus esta flertando e prestes a ficar com outra mas larga tudo para ajudar Mickey. Ela por sua vez, procura nele um amigo e uma segurança, e não recebe imediatamente, mas é recompensada no final. Esse jogo entre os dois está bastante interessante, e apesar de em muitas horas parecer que o interesse de Gus é maior que o de Mickey, ela também tem interesse no rapaz, apenas demonstra de forma mais discreta.

E Mickey mais uma vez entrega a melhor cena do episódio – Eric e Dustin brigando na verdade que ganham a cena, mas tudo desencadeado por ela. A cena que Eric se declara pra ela para logo ser desprezado foi muito boa, uma sequência de acontecimentos que foi deliciosa de acompanhar: tivemos empurrões, socos, facetime, e a emblemática cena “- Thank you for defending my honor.” “-I’M THE ONE WHO CALLED YOU A WHORE!” que esta presente no trailer da série mas aqui faz todo sentido e é muito bem encaixada nos acontecimentos.

Não posso deixar de comentar a australiana que esta roubando meu coração a cada episódio: Bertie. Na vida, eu sou a Bertie correndo atrás de álcool assim que apontam a direção. Ela esta cada vez mais carismática e engraçada, rendendo boas doses de humor ao fazer o teste de tequila com os boys. (Alias, preciso fazer isso pra ontem!) Bertie traz uma veia cômica muito necessária para a série, que vinha passando por momentos sérios demais, e faz isso com muito bem. Apesar da personagem destoar um pouco da proposta crua e realista da série, precisamos ter alguém assim sem compromisso total com a realidade para dar uma leveza na trama – ainda que suas histórias são totalmente cabíveis em uma festa.

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Depois desse banho de  realidade em Mickey, seus besties Gus e Berta a consolam numa cena fofíssima no chão do banheiro. Não sei por que raios ela foi sugerir que os dois devem sair juntos, mas vamos esperar para ver o que acontece no próximo episódio, que se chama “The Date”. Expectativas altas, e ate lá!

Amei: a trilha sonora desse episódio. Festas são uma ótima opção, sempre com boas músicas. Ver Gus tocar Paul Mccarter foi muito legal, mas ouvir Laid (James), uma clássico dos anos 90 tocando de fundo foi de encher o coração. Continue assim, LOVE.

Faltou amor: quero mais Gus e Mickey juntos, mais tempo de tela com eles contracenando. Se eu shippo os dois, devo chamar Guickey ou Mickus?

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